Salmo 142
Como reagimos em meio às dificuldades? Qual a nossa reação?
Neste Salmo o rei Davi passava por dificuldades
com perseguições de inimigos, querendo matá-lo.
Ele escreve este Salmo em uma caverna,
onde fugindo dos seus perseguidores, escondeu-se.
Nos dois primeiros versículos é nos ensinado a orar
ao nos defrontarmos com situações adversas.
Lá na caverna Davi orou ao Senhor.
Qual é a nossa postura quando nos encontramos nas cavernas da vida?
1- Nunca desistir da oração, pois ela nos leva à mudanças da trajetória.
Vemos nas vidas de certas pessoas mudanças através da oração.
Muitas pessoas não tem paciência em esperar com perseverança.
A oração muda as vidas das pessoas. Muda a história, muda o rumo.
2- Nunca desista de Deus, pois Deus nunca desiste de você.
Deus conhece a minha vida e o meu caminho.
Quando nos sentimos solitários e não vemos nenhuma ajuda,
o caminho é clamar a Deus. O salmista diz no verso 5: "Tu és o meu refúgio!"
Mesmo quando você se sentir só...totalmente só,
nunca se esqueça: O Senhor te ama e nunca te deixa só.
3- Nunca desista de acreditar, de confiar em Deus.
Quando não se desiste da luta, poderemos ver o milagre acontecer.
Muitas vezes em nossas vidas nos encontramos
em situações difíceis de amargura, decepções, angústias,
depressão, e se pudermos aplicar estes princípios,
com certeza sairemos vitoriosos.
Vale a pena confiar e acreditar,
porque poderemos ver coisas impossíveis acontecerem.
Roberto da Freiria Estevão
IPI de Paraguaçu Paulista - SP
O luto é a tristeza profunda da alma após uma grande perda.
A perda definitiva de uma pessoa querida e a dor que isso causa é a forma mais evidente do luto, que é necessário para que se possa continuar vivendo. Nesse período, pouco compreendido pelos que estão de fora, a pessoa faz uma retrospectiva da própria vida e de tudo o que foi vivido com a outra pessoa, ela pesa, mede, se questiona e vai assim digerindo o acontecido. Só depois da aceitação da evidência do não retorno e da compreensão de que é preciso continuar vivendo é que se pode continuar a caminhar e pensar em construir novos caminhos.
Aceitar uma perda não é estar contente com ela, mas simplesmente compreendê-la. Muitos não conseguem dissociar essas duas coisas e é a razão pela qual sentem mais dificuldade para sair do período do luto. É como se, saindo disso e passando a outra coisa, outras pessoas pudessem julgá-los. Por isso uma pessoa de luto teme o sorrir de novo, o se alegrar, o estar bem: é o olhar acusador dos outros que pesa sobre ela ou melhor, a idéia de que vão lhe acusar, como se sorrir de novo fosse amar menos quem partiu, fosse demonstrar um menor sentimento de pesar.
Somente quando ela entender que o amor que sentimos por uma pessoa não pode ser medido pelo tempo que passamos digerindo a sua perda, é que ela vai poder continuar sua vida. Alguém que parte do mundo, parte fisicamente, mas fica nas lembranças, no vivido, no coração.
Associado à morte, o luto é, portanto, vivenciado de todas as maneiras e por todas as pessoas em vários períodos da vida, mas de forma menos evidente.
Cada vez que passamos por uma situação que nos fere e muda algo em nós, precisamos desse período de silêncio interior para que aceitemos a situação antes de ir adiante. Assim, precisa de um período de luto quem passa por uma separação, a perda de um trabalho, uma mudança radical na vida. Esse tempo em que pesamos e avaliamos os acontecimentos, nos culpamos e nos desculpamos, choramos e expurgamos as mágoas e dores e nos preparamos para um novo recomeço.
E é nesse inverno seco e difícil que aprendemos que o sol não muda, que a lua continua encantando, que as flores continuam nascendo e que a vida nos espera sorrindo e de braços abertos.
Letícia Thompson

|
|

.:: Link o blog Mãe de Anjinhos ::.